quarta-feira, 30 de abril de 2014

Inscrições prorrogadas do Prêmio A Nova Cara do Sertão


As inscrições para o 1º Prêmio A Nova Cara do Sertão que dará visibilidade a jovens empreendedores rurais, que superaram os desafios e criaram soluções criativas para desenvolver seus projetos e negócios no meio rural, foram prorrogadas até o dia 09 de maio de 2014.

Durante este período, a equipe da Adel estará disponível para receber as inscrições e tirar possíveis dúvidas dos jovens. O processo de inscrição é gratuito, e ocorre mediante o envio da ficha de inscrição para o e-mail anovacaradosertao@adel.org.br, ou entregues impresso na sede da Adel à Rua Francisco Nunes, 318, Acampamento, Pentecoste. 

Todas as informações e o regulamento estão disponíveis no link: http://migre.me/j0KUX.

Nesta edição serão premiados três (03) jovens, a partir dos seguintes critérios: criatividade; mobilização; aprendizado; resiliência; articulação com o desenvolvimento local; visão de futuro e sustentabilidade. Os vencedores vão receber recursos financeiros para investir na melhoria ou expansão do seu negócio, notebooks e tutoria ("mentoring") em aceleração de comunicação estratégica e marketing.

A entrega dos prêmios acontecerá no dia 29 de maio de 2014, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em Fortaleza.

O Prêmio A Nova Cara do Sertão é promovido pela Adel, com o apoio do Instituto Souza Cruz, Oi Futuro, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Rummos e Movimento Nós Podemos Ceará.

terça-feira, 8 de abril de 2014

1º Prêmio A Nova Cara do Sertão


O 1º Prêmio A Nova Cara do Sertão foi lançado ontem (07/04), no Médio Curu, Ceará, pela Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), com o objetivo de reconhecer jovens empreendedores rurais da região que se destacam tanto pelo negócio que empreendem quanto por sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social de sua comunidade.

A iniciativa é dirigida aos jovens empreendedores rurais dos municípios do Médio Curu, que possuem ou liderem empreendimentos individuais ou em grupos, formalizados ou não, e participam do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) da Adel, que este ano completa cinco anos de atuação.

O Prêmio A Nova Cara do Sertão é realizado pela Adel, com o apoio do Instituto Souza Cruz, Oi Futuro, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Rummos e Movimento Nós Podemos Ceará. 

Em seus objetivos gerais, visa contribuir para o desenvolvimento sustentável no semiárido cearense através do protagonismo e empreendedorismo dos jovens. “A criação do prêmio é um desdobramento do trabalho bem sucedido que temos realizado com o Programa Jovem Empreendedor Rural nos últimos 05 anos no território do Médio Curu”, ressalta Wagner Gomes, um dos Sócios-fundadores e Diretor Executivo da Adel. 

Nesta edição serão premiados três (03) jovens, a partir dos seguintes critérios: criatividade; mobilização; aprendizado; resiliência; articulação com o desenvolvimento local; visão de futuro e sustentabilidade. Os vencedores vão receber recursos financeiros para investir na melhoria ou expansão do seu negócio, notebooks e tutoria ("mentoring") em aceleração de comunicação estratégica e marketing.

As inscrições para o Prêmio A Nova Cara do Sertão encerram dia 30 de abril de 2014 e se darão pelo envio da ficha de inscrição para o e-mail anovacaradosertao@adel.org.br ou entregues impresso na sede da organização à Rua Francisco Nunes, 318, Acampamento, Pentecoste. Todas as informações e o regulamento estão disponíveis no link (Regulamento).

A entrega dos prêmios acontecerá no dia 29 de maio de 2014, em evento programado em conjunto com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em Fortaleza.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Tecnologia transforma fazenda em oásis no sertão de Pernambuco


Fazenda Caroá é exemplo de convivência com o clima do semiárido. No local existe água em boa quantidade para os rebanhos e as pessoas.
 
A Fazenda Caroá, no município de Afogados da Ingazeira, em pleno sertão de Pernambuco é um exemplo de convivência com o clima do semiárido. Na propriedade do engenheiro mecânico José Artur Padilha, os efeitos de uma das piores secas da história são limitados. Os animais não passam fome e existe água em boa quantidade para os rebanhos e as pessoas.

No sertão devastado pela estiagem mais severa em décadas, a água determina a sobrevivência dos bichos, das plantas e o sofrimento dos homens. Nas comunidades rurais, o latão vira banco nas carroças puxadas pelos animais. A água é escassa e são necessárias várias viagens por dia para suprir a necessidade das famílias.

Mas no sertão do Pajeú, um rastro verde corta a paisagem esturricada pelo sol. O riacho Carapuça corre nos tempos de chuva. Há 29 anos, o engenheiro mecânico José Artur Padilha cria gado de corte e abelhas para produção de mel na Fazenda Caroá, no município de Afogados da Ingazeira. Em plena seca, a água brota da terra. Esse é resultado do trabalho do produtor que uniu os conhecimentos da profissão à observação da natureza. O produtor construiu 350 pequenas barragens curvadas ao longo do rio que corta a propriedade.

O conceito das barragens é muito simples. Em todo o leito do rio, da nascente até a foz, são construídos diques de pedra de margem a margem. São arcos posicionados de modo que a parte côncava fique virada para a foz do rio. Na época da chuva, a água e o solo das encostas descem e ficam represados. A água se infiltra no solo e se armazena no lençol freático. Na época da seca, o subsolo está cheio de água. Para captá-la, é preciso construir unidades de armazenamento como cacimbas de pedra. De cada cacimba saem canos que levam a água para toda a fazenda. O sistema funciona por gravidade. A pressão é tanta que a água aflora com força. A estrutura artesanal se mantém através da pressão exercida pelo próprio material.

No meio das áreas secas há uma torneira que quando aberta a água jorra com muita pressão. A fazenda tem 22 quilômetros de tubulação enterrada no subsolo que abastecem cem bebedouros e cinco casas. As barragens impedem que a camada fértil do solo seja levada pelas enxurradas e promove a regeneração do terreno, além de guardar a água infiltrada no subsolo. O resultado é que não falta alimento para os animais nas áreas úmidas. O gado encontra capim ao longo das barragens. Até as abelhas, que sumiram do semiárido, podem ser vistas na propriedade abastecidas pelos bebedouros. Os animais silvestres da caatinga ficam a salvo da sede e da fome.

Esse sistema, que funciona bem para as condições da fazenda, pode ser estendido para várias outras regiões do Nordeste. Mas é preciso lembrar que existem outras técnicas de armazenamento de água para a realidade nordestina. O importante é tornar todas essas tecnologias acessíveis às famílias do sertão.


Fonte: Globo Rural

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Receitas Nordestinas para a ceia de Natal

Sugestões são do chef Rodrigo Oliveira do Restaurante e Cachaçaria Mocotó.

Cabrito à moda do São Francisco


Para a marinada

- 1 perna de cabrito de 2 kg
- 3 cebolas (de preferência roxas)
- 2 cabeças de alho
- 1 colher de café de cominho em grão
- 1 colher de café de coentro em grão
- 3 folhas de louro
- ½ taça de vinho tinto seco
- Sal
- Pimenta

Preparo

Misture todos os ingredientes e deixe na geladeira coberto, por pelo menos uma noite. Com o forno a 150ºC, asse a perna junto da própria marinada, fechando bem a assadeira com papel alumínio ou com a própria tampa se houver. O tempo pode variar de acordo com o forno e o tamanho da perna de cabrito. Em média, a carne vai estar macia em cerca de quatro horas de cozimento.
Retire a paleta e reserve coberta. Aqueça o forno ao máximo e pincele a paleta com um pouco do molho já pronto. Volte a paleta ao forno e deixe até dourar. Retire do forno e deixe descansar alguns minutos antes de servir.

Para o molho

- 1 litro de caldo de carne
- Líquido da marinada coado
- 3 colheres de sopa de mel
- 50 g de manteiga
- Sal
- Pimenta

Preparo
 
Reduza o caldo de carne e o liquido da marina a ¼. Tempere com o mel, a manteiga, o sal e a pimenta. Sirva com a paleta fatiada e o cuscuz de milho.

Cuscuz de milho

Ingredientes (Rende de 4 a 6 porções)
- 500 g de farinha de milho para cuscuz cozido
- 50 g de manteiga-de-garrafa
- 100 g de toucinho defumado
- 100 g de jerimum em cubinhos
- 50 g de cebola roxa em cubinhos
- 50 g de pimenta cambuci
- 100 g de tomate em cubinhos
- 500 ml de caldo de legumes ou água
- Sal e pimenta a gosto
- Coentro e cebolinha a gosto

Preparo

Refogue o toucinho na manteiga e junte a cebola e o jerimum, cozinhando por alguns minutos. Junte a pimenta cambuci e o tomate nessa ordem e refogue por mais um minuto. Retire do fogo e junte o cuscuz cozido e soltinho. Tempere com o cheiro-verde a gosto.

Vinagrete de pirarucu com feijão fradinho e castanha-do-Pará

(Rende 6 porções)
 
Para o peixe
- 250 g de pirarucu
- 250 ml de tucupi (ou 100 ml de vinagre de maçã)
- 1 maço pequeno de jambu fresco
- 1 cebola roxa picada
- 2 cenouras picadas
- 500 ml de água
- Semente de coentro quebrada a gosto
- Pimenta branca quebrada a gosto
- Sal a gosto

Para o vinagrete
- 200 g de feijão fradinho cozido escorrido
- 200 g de tomate em cubinhos
- 50 g de cebola roxa em cubinhos
- 50 g de pimenta Cambuci em cubinhos
- 50 g de jerimum em cubinhos
- 1 pimenta dedo-de-moça
- 1 dente de alho picado
- Gengibre picado a gosto
- Coentro fresco a gosto
- 50 ml de vinagre de maçã
- 100 ml de azeite
- 25 g de açúcar
- Sal a gosto

Para finalizar

- 100 g de castanha-do-Pará picada
- Azeite de oliva extra-virgem a gosto

Preparo

Junte todos os ingredientes do peixe (menos o peixe) e leve ao fogo. Depois de levantar fervura deixe cozinhar por 5 minutos e coe reservando o caldo. Leve ao fogo novamente e quando voltar a ferver junte o peixe e deixe cozinha por dois ou três minutos. Escorra e reserve o peixe.
Para o vinagrete, misture todos os ingredientes e acerte os temperos. Para a montagem, com o peixe frio, disponha uma porção do vinagrete no copinho, junto com um pouco do seu líquido. Coloque três ou quatro cubinhos do peixe e a castanha. Finalize com um fio de azeite.

Pudim de tapioca com calda de coco queimado

Ingredientes (Rende oito porções)
- 75 g de tapioca granulada
- 375 ml de creme de leite fresco
- 200 ml de leite de coco
- 100 ml de leite
- 1 lata de leite condensado
- 2 ovos
- 2 gemas

Calda para a forma
- 200 g de açúcar
- 80 ml de água

Calda de coco queimado
- 500 g de açúcar
- 150 ml de leite coco
- 100 ml de água
- 3 anis-estrelado

Crocante de coco
- 500 g de coco fresco

Preparo
 
Hidrate a tapioca com o creme fresco e o leite de coco por pelo menos duas horas e reserve. Faça um caramelo para a forma com o açúcar derretido e a água. Espalhe numa forma para pudim e reserve.
Prepare a calda de coco caramelizando o açúcar e juntando o anis, a água e o leite de coco. Cozinhe até obter o ponto de fio grosso.

Para o crocante, espalhe o coco ralado em uma assadeira forrada com silicone e asse em forno baixo, mexendo sempre até dourar.

Misture os ovos, as gemas, o leite e o leite condensado. Mexa bem, coe numa peneira fina e junte à tapioca hidratada. Coloque a mistura na forma caramelada e asse em banho-maria a 150ºC por 40 minutos ou até firmar. Resfrie o pudim e sirva com a calda quente e o crocante de coco.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/12/aprenda-receitas-nordestinas-para-ceia-de-natal.html 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ceará quer dar exemplo e criar lei de convivência com o semiárido


A luta pela água ainda constitui um desafio no semiárido nordestino

Durante mais de 100 anos, o semiárido foi visto como a terra do atraso e da seca. Hoje, vive um novo momento

Conviver com a adversidade parece ser a sina da população que habita o semiárido nordestino, que realiza uma queda de braço com um dos principais infortúnios da região: a seca, cujos primeiros registros datam da colonização do Brasil, em 1534. O estigma do semiárido como a terra do atraso permanece por mais de um século. Só a partir dos anos 1990 essa realidade começa a ser transformada.

A criação de uma política de convivência com o semiárido, como propõe Eudoro Santana, secretário executivo de Altos Estudos da Assembleia Legislativa do Ceará, representa uma luz no fim do túnel, no sentido de reverter o quadro de desigualdade entre o semiárido cearense e as demais regiões do Estado.

O primeiro passo seria a criação do "Pacto pela convivência com o semiárido cearense", a partir do documento "Bases para a formulação de uma política estadual de convivência com o semiárido cearense, fruto de dois anos de pesquisa. Caso seja efetivada, "o Ceará vai dar um exemplo como fez com a água", festeja Eudoro Santana, ressaltando que mesmo sendo responsabilidade do governo federal, até hoje, não deu uma resposta. "Essa nova cultura que está sendo construída deve ser consolidada com uma política", reforça.

Assim, enquanto não vem a política nacional para o semiárido, o Ceará se antecipa, diz com entusiasmo. O estudo funciona como um desdobramento do Pacto das Águas, que constitui um dos 34 programas que compõem o Plano estratégico de convivência com o semiárido.

Mudanças climáticas

Hoje, no contexto das mudanças climáticas, a discussão em torno das regiões semiáridas - que compreendem 40% do território global, concentram 30% da população e mais da metade da pobreza do mundo - torna-se urgente, já que serão das áreas mais afetadas com o aquecimento global, pondo em risco desde a migração até o desaparecimento de espécies vegetais e animais, além da segurança alimentar dos seus habitantes.

Há projeções de que a temperatura na região fique ainda mais elevada, sendo a África um dos continentes mais afetados. No Brasil, em especial o Nordeste, concentra os maiores índices de pobreza. Eudoro Santana explica que três fatores inspiraram a elaboração do pacto, vindo em primeiro lugar, o Pacto das Águas. O segundo, o plano de combate à desertificação, baseado no programa nacional.

"A desertificação possui ligações com o semiárido", pontua Eudoro Santana, citando como terceiro fator, a Segunda Conferência Internacional sobre Clima (Icid+18), realizada em 2010, em Fortaleza. Outra proposição do estudo: "desconcentrar a economia da Região Metropolitana de Fortaleza, para onde têm convergido os investimentos públicos e estão localizados os projetos estruturantes do Estado, e desenvolver a economia no semiárido cearense".

As medidas têm a finalidade de fortalecer a "ecologia do semiárido". As propostas são fruto de amplo processo de discussão e participação de instituições que representam a sociedade.

No primeiro momento, era preciso fazer a contextualização do cenário, elegendo quatro eixos principais. São eles: economia, situação ambiental, construção e elaboração de uma nova cultura, políticas públicas e educação, resultando no documento composto to por 132 páginas, propondo a formulação de uma política para o semiárido.

Ao final, propõe a constituição de uma comissão especial para analisar esse documento, que tem a pretensão de ser transformado em projeto de lei, esclarece Eudoro Santana. "A ideia é que este documento crie um arcabouço jurídico" para a formulação de um decreto ou resolução, não importa.

O Ceará possui 86,8% do seu território localizado na região semiárida, abrigando 150 municípios e 56% de sua população. Demonstração de contradição é expressa pela distribuição do Produto Interno Bruto (PIB), como o documento mostra em 2007, quando 34 municípios localizados fora do semiárido concentravam 70% do PIB cearense, enquanto os 150 restantes ficaram com 30%.

Contextualização

A devastação da paisagem do Nordeste começa no período colonial quando ocorre a retirada da mata nativa para o plantio da cana-de-açúcar. Estava assim consolidada a prática agrícola da monocultura, cujos efeitos são sentidos nos dias atuais, como ressalta o sociólogo pernambucano, Gilberto Freyre, no ensaio Nordeste - Aspecto da influência da cana sobre a vida e a paisagem do Nordeste do Brasil.

Descoberto pelo litoral, representando por terras férteis e de abundância, o semiárido ou sertão surge como uma contradição da Terra Brasilis. A partir do século XVII, considerado como sertanejo, há o deslocamento do foco do litoral, aquela imensidão de terras férteis, por onde se deu a descoberta do Brasil, mais tarde, passa a ser reconhecida oficialmente como região Nordeste, o sertão ganha destaque sendo palco da civilização do couro e do gado.

É nesse cenário que o sertão consolida-se como uma das regiões mais ricas em belezas naturais, concentrando o bioma Caatinga. Isso significa que, historicamente, o homem nordestino conviveu com as adversidades da região, sendo uma das principais, a escassez de água. Até há pouco tempo, o homem sobrevivia utilizando algum conhecimento do semiárido, destaca Eudoro Santana, citando o programa de açudagem como forma de combater as secas.

Tábua de pirulito

O Ceará conta com mais de 26 mil açudes, sendo comparado a uma "tábua de pirulito". Destaca o ponto de vista cultural que envolve a discussão em torno da seca, sempre relacionada à ideia de pobreza e vista com negativismo. É importante lembrar que os primeiros relatos de secas aparecem no fim do século XIX.

Para Eudoro Santana, é importante lembrar a participação das igrejas, dos institutos de pesquisa, sindicatos e dos movimentos sociais na formulação de um novo olhar sobre o semiárido, no sentido de descobrir as suas potencialidades.

Cita como produtos desse novo semiárido, mel orgânico, leite e carnes de caprinos. Apesar de não existir rios perenes, a piscicultura é uma alternativa para compensação de proteínas na alimentação dos seus habitantes. "Esses rios devem ser povoados de peixes", sugere. A tecnologia é capaz de reverter a situação do semiárido que começa a incorporar novas culturas, citando a oliveira para a produção de azeite, além de peixe de cativeiro.

Política

"Se aprovada, a política de convivência com o semiárido nordestino, mais uma vez, o Ceará vai dar um exemplo"

Eudoro Correia
Sec. exec. de Altos Estudos da AL-CE


quarta-feira, 15 de junho de 2011

O doce sabor da diversão

Junto ao litoral brasileiro, as lagoas são abundantes. Pequenas depressões preenchidas por água de chuva ou do mar até volumes d`água de grande extensão, esses mananciais pontilham a costa do País. Em particular no Ceará, proliferam junto aos verdes mares e ganham novos contornos.

Mais que apenas reservatórios de água que garantem a vida ao seu redor, as lagoas viraram palco de celebração da vida. O doce das águas tempera a diversão e proporciona novos sabores para o turismo. Os radicais se esbaldam na prática de esportes náuticos, enquanto outros descansam em redes dentro d´ água.

Num passado distante, quem residia próximo ao litoral logo se deu conta da importância da preservação das lagoas situadas junto ao mar para a sobrevivência. Afinal, fornecem água doce para muitas necessidades, além de alimentos em forma de peixes.

Mas, hoje, os tempos são outros. As lagoas atravessaram séculos, sobreviveram a intempéries e a ações predatórias do homem. Como recompensa, muitas delas ganharam um adjetivo todo especial. Em pleno século 21, quando o Ceará ainda vive problemas de abastecimento de água, as lagoas não são meros reservatórios em meio a dunas que mudam sua forma ao desígnio do vento.


São verdadeiras dádivas divinas para amantes de um turismo tranquilo e para os apaixonados por esportes náuticos. Salpicadas ao longo da costa cearense, de Leste a Oeste, as lagoas lembram sereias à beira-mar por suas formas harmônicas e muito mais pelo misticismo guardado em suas águas.

Desfilam Uruaú, Parnamirim, Banana, Cauípe, Cristalinas, Almécegas, Torta, Paraíso e outras ainda no anonimato. Mas, diferente dos seres mitológicos, o encantamento das lagoas surge do movimento suave das águas cristalinas que atraem gente de todas as idades para o banho refrescante e mergulhos divertidos.

Desportistas também fazem a festa nos mananciais, em especial os kitesurfistas. Eles garantem ter descoberto paraísos para a modalidade, aliando a força do vento com o surfe nas águas tranqüilas. Em manobras radicais integram ar e água na direção de suas pipas coloridas. O coração dispara, enquanto as lagoas se vestem de novos matizes e o turismo cristaliza-se refletido nos espelhos d´água.

Fonte: http://www.mercadocentraldefortaleza.com.br/index.php

Renda cearense no mercado internacional

A tradicional renda cearense caiu nas graças dos consumidores internacionais e estão sendo comercializadas para a Espanha. Artesãos dos municípios de Limoeiro do Norte, Trairi e Carquejo (Sobral) participaram, no Sebrae, de uma rodada de negócios com representantes do grupo espanhol El Corte Inglês, uma das maiores cadeias de lojas de departamento da Europa. A rodada de negócios também contou com a participação de 12 grupos de artesãos pernambucanos.

De acordo com a gestora do Artesanato do Sebrae Ceará, o interesse dos compradores espanhóis é nas tipologias renda, filó e tecelagem. Ela explica que, foram enviadas fichas dos produtos cearenses, com fotos, para os compradores espanhóis. “A rodada de negócios foi um momento de realização de compra e venda. É uma oportunidade para os artesãos terem contato direto com esses compradores internacionais”, afirma.

A gestora do Sebrae conta que a iniciativa do encontro de negócios partiu do próprio El Corte Inglês, que encaminhou a demanda ao Instituto Cearense de Artesanato (ICA). Em parceria com o Sebrae/CE, que mantém um programa de internacionalização de pequenas empresas e prepara os artesãos para o mercado internacional, foi articulada a rodada de negócios.


Fonte: http://www.mercadocentraldefortaleza.com.br/index.php